O engenheiro líder de um dos maiores estaleiros do Brasil liga para nosso Diretor Comercial com uma demanda em um de seus navios-plataforma (FPSO): “Vamos fazer uma operação de içamento de um equipamento instalado no fundo do mar, mas não temos espaço em nosso convés e o tambor de nosso guincho é muito pequeno. Precisamos de um cabo de HMPE 'cônico', que comece com um diâmetro e  acabe com outro – assim teremos uma solução extremamente resistente porém muito compacta. Vocês conseguem?”.

Recebemos o material técnico descrevendo a solução demandada. O cabo começaria com diâmetro de 32 mm e acabaria com 150mm. Era algo bastante atípico, de altíssima complexidade de fabricação e de grande responsabilidade.

O principal desafio era a mutação de uma estrutura construtiva para outra, sem emendas e sem fatores prejudiciais à performance do produto. Para isso foi necessária uma completa re-engenharia dos cabos de modo que os filamentos fossem alinhados e tensionados  uniformemente, mesmo  tendo um diâmetro progressivo. Isso só foi possível devido à extensa experiência da CSL em pesquisa e desenvolvimento de estruturas tênseis.




A operação foi desenhada de modo que o cabo fosse exigido somente em sua parcela de maior diâmetro enquanto a parte mais fina neste momento já estaria enrolada no tambor do guincho. Além disso, seria necessário manusear uma das extremidades do cabo na preparação para a operação. Em se usando a extremidade mais leve, um único operador daria conta da tarefa com facilidade. Depois de desenhada a solução, nossa equipe trabalhou por dias a fio com a máxima atenção no desenvolvimento desta complexa solução.